Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

4 anos de uma história sem fim

É fácil viver uma paixão. Difícil é viver um amor. Um amor verdadeiro. E viver por amor, mais difícil se torna.

A paixão seduz. Alimenta-se em si de momentos felizes. De jantares românticos; de velas acesas; de perfumes e rosas; de intensidade que se consome, na própria paixão vivida. 

O amor alimenta-se no outro. Na entrega e na partilha; na unicidade dos dois, sem deixar de ser "eu" e "tu"; por isso o "nós" é sempre mais altruísta que o "eu". 

O amor implica esperança; sofrimento; caminho; doação.

A paixão não se constrói. Apenas nasce, vive e morre.

O amor vive mesmo além da morte.

 

Se tivesse que eleger uma história de amor, apenas uma seria eleita. Real, efémera na existência; eterna no sentimento. 

O verdadeiro amor não vacila na adversidade; não diminiu com a dor; não se amedronta na brevidade. Por isso, talvez o amor seja incompreensível. Muitos o almejam. Poucos o vivem.

 

Aconteceu ao primeiro olhar e durou até que os olhares se fecharam. Foram cinco meses que duraram uma vida. De uma vida marcada pelo amor. Assim foi esta história. Bonita, como todas as histórias de amor.

 

"Para sempre" pode ser, num instante fugaz, a própria eternidade.

 

Recordando uma história de amor, homenageando uma esposa que partiu noiva, unindo corações em oração, será celebrada Missa na Igreja Matriz de Constância, no próximo dia 9 de Março (Quarta- feira de Cinzas), pelas 17 horas.

Em memória da Margaret com todos os que connosco queiram estar...

 

 


Desabafos de alemvirtual às 15:43
link do post | Deixe o seu comentário | favorito
Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Mensagem

O dia vai morrendo lentamente. Ao longe a névoa torna difuso o horizonte. Os contornos imprecisos, esbatem-se no tom pardacento da tarde. A chuva miúda teima em ficar. Tudo é cinza, frio e húmido. Olho através da janela os telhados da cidade. Ouço o som dos passos na rua. Ouço as vozes e os risos. Deixo-me ficar. Quieta. Olhando pela vidraça. Minha redoma; minha muralha; minha linha demarcada;

Não sei quem és. Adivinho-te mais do que te vejo. Sinto-te mais do que imaginas. Afinal, talvez saiba quem tu sejas. Talvez saiba desde sempre. Mas continuo atrás da janela. E tu passas lá fora.

Um relance. Um olhar. Um sorriso.

Sim. Eu adivinho-te aí.

Como a bruma deste céu; Como a espuma desse mar; Como o horizonte se confunde, num princípio sem ter fim;

Eu sei. Existes. Perto, tão perto que te não vejo. Eu em ti e tu em mim.

Fundem-se os sopros de vida, renascem torrentes de sonho. Não destes pingos suaves que teimam cair do céu. Torrentes determinadas não hesitam em cair. Lançam-se confiantes, como amante em peito amado.

E neste dia que vai morrendo, quando as trevas vão nascendo, há sonhos por cultivar...

Recolho-me em mim. Cá dentro, apenas eu. Lá fora apenas tu.

Tu passas, mas não te vejo.


Desabafos de alemvirtual às 19:07
link do post | Deixe o seu comentário | favorito
Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Rumo ao CDS-PP

Aos meus amigos,

 

 

Como sabem, vivo na “terra dos comboios”. Sendo a amizade uma viagem…

 

Alguns de vós acompanham-me, desde sempre. Outros foram entrando, ao longo do percurso. Nunca saiu nenhum. Por isso, o meu comboio tem muitas carruagens e muitos assentos, onde todos têm lugar. Mais perto ou mais longe, tenho o privilégio de me saber acompanhada…

 

Há momentos que marcam a vida. Com maior ou menor significado; partilhados por mais ou menos gente; alegres e ligeiros; profundos e pesarosos; Sempre tive os meus amigos presentes.

 

Vou iniciar uma nova etapa na minha vida. Creio ser chegada a hora de abraçar outros desafios. Mais solidários. Mais colectivos. Mais sociais.

 

Desde ontem que integro a Comissão Política Concelhia do CDS-PP. Neste sentido de pertença, a razão de certos princípios: humanistas; cristãos; democratas; de defesa de valores sólidos, insubstituíveis, indispensáveis ao Homem: a vida, a família, o bem, o mérito, o reconhecimento pelo esforço, o incentivo positivo; Acreditar na pessoa; Promover o colectivo; Assegurar direitos básicos; Garantir igualdade de oportunidades e o respeito pela pessoa e pelas pessoas; Promover um Estado Social, com efectivas e reais preocupações e prioridades interventivas; Não descurar a iniciativa individual; ...

 

Um verdadeira política social é o garante de um Portugal com futuro. Um Portugal sem rostos marcados pelo desânimo, pelo sofrimento, pelo descrédito. Queremos olhares confiantes porque confiantes estamos desta missão.

Eu não me demarco. Serei uma gota de água na cena política, mas sou.

Não precisam concordar. não precisam dizer sim. não precisam pintar-se de azul. Basta que estejam comigo.

 

Juntos seremos mais.

 

Convívio após o encerramos das mesas de voto

Carlos Vitorino e eu

 

Luís Costa e Paulo Bica (Presidente)


Desabafos de alemvirtual às 15:50
link do post | Deixe o seu comentário | favorito
Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Carta a um amor ausente

Esta é uma página com letras de sonho, envolta nas brumas de um sonho. Podia ser uma carta escrita, mas é uma carta, apenas, sonhada. A tinta suave como flores de jasmim...


Saio para a rua. 
Gotas minúsculas, frescas, suaves beijam-me o rosto. Recebo-as, como quem recebe os beijos cálidos dos lábios que sonho suaves. Carícias de toque delicado, das mãos que adivinho ternas. Deslizam-me pela face, percorrem-me o corpo. Entrego-me a essas gotas, como sedenta de ti. E corro. Corro, como se corresse para ti. Esperas-me. Acenas-me. Eu vou. De braços abertos que se fecham num abraço infinito. Envolvem-me. E os dois formamos um. Aspiro o teu cheiro, retendo-o em cada célula do meu corpo. E são as giestas e as estevas que inundam os campos que têm cheiro de ti. De urzes e rosmaninho é o refúgio dos nossos sonhos. E o cheiro da terra mistura-se com o teu cheiro. Toco-te. E o céu escuro abre-se num relâmpago de luz. Descubro cada curva do teu corpo, cada poro da tua pele. Abandono-me ao campo e às gotas de chuva que descem do céu. Bebo cada sopro dos teus lábios e danço na melodia da tua voz. Pressinto as palavras que imagino sussurradas. E tu falas, como estas aves que esvoaçam em redor. Trinando à chuva e à luxúria da Primavera. Ao verde das árvores e à magia das cores. Sobre nós, teci um arco-íris e nele escondemos o nosso amor. Retenho cada instante deste sonho, como migalhas de vagabundo faminto. As raízes dos pinheiros têm a forma das nossas mãos entrelaçadas. Sei que estás aqui. Como o espírito da floresta habita em mim. Tu em mim. Tinha-te procurado sem te conhecer. Antes de o saber tinha-te desejado. Afinal estavas tão perto e não te via. Falavas e não te ouvia. Tocavas-me e não sentia. Percorri tantos caminhos, mas por fim, encontrei-te. Estavas aqui. Sempre aqui estiveste. À espera. À minha espera e eu à espera de ti. Encontros e desencontros. E tu passavas tão perto. Ansiava por ti. Sabia que existias. Encontrava-te uma e outra vez no meu sonho. Via o teu rosto como agora vejo os teus olhos tão perto dos meus. Assim, risonhos...olhando-me com ternura. Como um mar imenso que me afoga. E nesta doce torrente que me inunda, deixo de correr. O meu caminho és tu e tu caminhas em mim. Eu sou o ar que tu respiras, tu és o sangue que me pulsa nas veias. E sem deixarmos de ser dois, caminhamos como um. Até ao infinito. Desde o princípio dos tempo. Porque o Amor de almas gémeas exulta no reencontro prometido do destino já traçado. 
Quando finalmente encontro o teu olhar, nem a tremura da voz, nem o frémito do desejo, sufocam o anseio reprimido de dizer "eu amo-te". Repito mil vezes ao teu ouvido, os lábios roçando o lóbulo da tua orelha...mordiscando levemente o mel da tua boca: amo-te. amo-te, amo-te...esboças um sorriso cúmplice como se dissesses: "Eu sei. Eu já sabia. Mesmo antes de tu saberes".
Bendigo as gotas de chuva e o caminho corrido. As feridas nos pés. As quedas que fui caindo. As cicatrizes que me marcaram. Já nada importa. Encontrei-te. Por fim. Posso parar de correr. Posso saciar-me em ti, saciar-me de ti, porque tu és um sonho e és o meu sonho; por isso estás aqui. Porque este é um sonho feito de amor ausente. Para um dia deixar de o ser. E nesse dia haverá uma explosão dentro de mim, como vulcão adormecido que desperta no eco dos teus passos, aproximando-se.
Então, escreverei outra carta. A carta a um amor presente, vivido, porque o amor sentido já conhece o amor do sonho. E as letras serão rubras como a cor da paixão. Enebriantes. Lascivas. Mas a tinta guardará o mesmo perfume de jasmim.

A inocência de um sonho cresce na virtude da entrega partilhada.


Volto a casa. Mas volto cheia de ti. Do teu cheiro, do teu nome, da tua pele, do teu corpo. 
Sei que estaremos unidos, inseparáveis, porque não há força maior que o laço que uniu duas almas gémeas. Laços de ternura, laços de amor. E eu amo-te.

 

Para sempre.


Desabafos de alemvirtual às 20:38
link do post | Deixe o seu comentário | ver comentários (1) | favorito
Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Militância...simplesmente.

Sendo que, deve ser a pessoa a emprestar valor à política, não será menos verdade que a política também deverá valorizar a pessoa. Dignificá-la. Não comprometê-la;  Honrá-la; Não envergonhá-la; Uma e outra. Pessoa e Política. Numa relação indissociável, inequívoca e transparente de promoção do bem-estar social, mediante a valorização e contributo individuais. Poder-se-ia até pensar numa relação de hipoteca de valores. Rentabilizar e maximizar o potencial humano e individual, numa perspectiva progressista e evolutiva do colectivo e das sociedades.

Na vinculação a um partido político pode transparecer o ensejo de adopção de comportamentos pró-activos e atitudes positivas. Unir vontades; Juntar vozes;  Contrariando a malha amorfa dos ombros que se encolhem, dos olhares afogados de fracas motivações e do desalento aprendido pelos insucessos somados, insurge-se o indivíduo contra o discurso incongruente que a acção denuncia, contra a apologia de valores invertidos.

Acredito no Homem. Na sua capacidade genuína de ser bom; Acredito na Pessoa. Acredito no Homem como ser social. Na sua unicidade; na sua capacidade criativa e inventiva. Acredito na valorização do trabalho; na iniciativa do “eu” em prole do “nós”; no esforço; na promoção; na justiça; na liberdade; na vida; Acredito em Deus.

E porque também acredito em mim, acredito que posso servir os outros; com humildade; sem falsas modéstias; com convicção; sem radicalismo; com orgulho; e com um coração a bater pelo meu (nosso) PORTUGAL.

Assumo os princípios assentes nos ideais humanistas-cristãos do CDS-PP. Por isso o meu nome encontra-se ligado a este partido; o meu rosto a uma causa;

Eu quero.


Desabafos de alemvirtual às 13:15
link do post | Deixe o seu comentário | ver comentários (2) | favorito

Pedaços de mim


Sou...

Outras almas amigas

. 10 seguidores

pesquisar

 

Março 2020

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
16
17
18
19
21

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Desabafos...

Um palmo e meio de sonhos...

A minh´alma não é mais qu...

Zita

Silêncio da noite

Uma gaiola como tantas ou...

As minhas preocupações pa...

Missa em memória da Marga...

Memórias - Margot

Mais perto do céu

Mensagem para uma noiva

Outras páginas de vida...

Março 2020

Janeiro 2014

Março 2012

Setembro 2011

Agosto 2011

Julho 2011

Junho 2011

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Visitantes

online

Minhas Visitas

Outros olhares-Outro mundo

SAPO Blogs

subscrever feeds